Vivo: se o Brasil quer ser digital é hora de reduzir imposto para Telecom

Por Suzana Liskauskas* … 08/09/2020 … Convergência Digital

O Brasil Digital será uma realidade somente quando o Brasil simplificar e reduzir a carga tributária imposta ao setor de telecomunicações, enfatizou o presidente da Vivo, Christian Gebara, ao participar do Painel Telebrasil 2020, nesta terça-feira, 8/9. Ele reafirmou o compromisso da Vivo de investir para tornar o País cada vez mais digital, porém, sublinhou que as empresas de telecom precisam de fôlego para continuar investindo.

“São necessárias mudanças estruturais cruciais para acelerar a digitalização no Brasil. A Reforma Tributária é uma delas. A carga tributária no Brasil está em torno de 47%. É uma das mais altas do mundo. Este cenário, aliado às nossas dimensões continentais, pressiona a taxa de investimento em cima da receita. O Brasil está entre os países em que as empresas de telecom mais investem – cerca de 20,8% sobre a receita líquida”, disse Gebara.

O presidente da Vivo também falou sobre sua expectativa com relação ao leilão de 5G. Para ele, o leilão faz parte da mudança estrutural necessária para acelerar a digitalização no País. Gebara lembrou que a Vivo já iniciou um projeto piloto de 5G via DSS [compartilhamento dinâmico de espectro, na sigla em inglês] em oito capitais brasileiras, e disse esperar que o leilão de uso das frequências não tenha um viés arrecadatório. “Importante que esse leilão não tenha um foco arrecadatório e sim um foco no Brasil Digital, ajudando as companhias de telecom a investirem na infraestrutura desse projeto tão importante para o País”, afirmou o presidente da Vivo.

Ainda na esteira das mudanças estruturais para não emperrar a digitalização do Brasil, Gebara destacou que há mais de 300 leis municipais e estaduais que restringem a implantação de antenas. Segundo ele, a Lei das Antenas é fundamental para incentivar a cobertura de qualidade. “Temos ainda leis municipais e estaduais que dificultam a digitalização e outras incertezas regulatórias sobre o fim da concessão, além de multas excessivas, definidas com base em critérios do momento da privatização. Precisamos mudar esses modelos para que os recursos investidos atendam à demanda da população, que é uma banda larga de ultravelociadade. A regulamentação precisa estar aderente às novas tecnologias e demandas”, disse.

Ele observou também que seis meses antes da pandemia, ainda em 2019, a Vivo afirmou o propósito de digitalizar para aproximar, e que o novo normal requer uma combinação em que as pessoas vão usar mais serviços digitais, mas valorizando os momentos presenciais. Gebara reafirmou o compromisso de investir no Brasil, destacando os R$ 400 bilhões investidos pela Telefônica no País nos últimos 20 anos. “Esse investimento resultou hoje na maior rede de dados móvel do Brasil. São 4,5 mil cidades, o que representa 96% da população urbana. Temos a maior rede de fibra da América Latina, com mais de 13 milhões de casas e empresas cobertas em 226 cidades”, completou.

Fonte: Convergencia Digital

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