Será que, finalmente, os sites do governo vão melhorar sua segurança?

Órgãos governamentais fizeram finalmente a lição de casa. E mais: Apple forçada a revelar níveis de radiação emitidos pelos iPhones; reconhecimento facial em aeroportos e golpes de phishing

Todos nós já entramos em um site do governo e fomos barrados pelo navegador que dizia “esta conexão não é confiável” ou “o certificado de segurança do site não é confiável”. Isso acontece, por exemplo, ao tentar baixar os programas para a declaração de Imposto de Renda ou Carnê Leão no site oficial da Receita Federal.

Erro_de_Certificado_NavegadoresSites da Receita Federal (20/07/2020 10h00) não seguem padrões mínimos de segurança exigidos pelos navegadores. Foto: Avast Secure Browser

Uma conexão criptografada (protocolo HTTPS) entre o seu computador e os servidores de destino impede que o tráfego de dados possa ser interceptado por um cibercriminoso. Parece surreal que, até hoje, os certificados de segurança utilizados pelo governo não sejam reconhecidos pelos navegadores populares.

Começando pelo Windows e, depois, pelas demais plataformas, o governo irá fazer os trâmites para obter a aprovação do seu certificado raiz junto às entidades certificadoras internacionais.

Justiça americana quer obrigar a Apple a revelar níveis de radiação emitidos pelos iPhones

Há anos que a controvérsia se arrasta*. Desta vez, a justiça americana quer que a Apple entregue os resultados dos testes de emissão de radiação pelos seus dispositivos à FCC (Comissão Federal de Comunicações).

andrew-mantarro-UJiNrJ3tTsw-unsplashDiversas entidades já testaram os iPhones e algumas delas mostram que a Taxa de Absorção Específica (Specific Absorption Rate, ou SAR) está em 3,8W/kg, acima do limite definido pela FCC que é de 1,6W/kg. A FCC fez seus próprios testes* e, no passado, contestou os resultados. A Apple também afirma* que seus dispositivos são seguros e cumprem com as regras americanas.

Aeroportos vão usar selfies e reconhecimento facial

O monitoramento da temperatura dos passageiros deve terminar ao final da pandemia, mas as outras mudanças vieram para ficar. O governo está desenvolvendo um sistema de biometria para acelerar e tornar mais seguro o embarque dos passageiros que não vão mais precisar apresentar um documento com foto para se identificar.

tusik-only-yOd-gjE7D68-unsplash-editedCâmeras na área restrita aos passageiros e na fila de embarque vão validar o cartão de embarque, que deixará de ser uma responsabilidade das companhias aéreas e passará a ser um QR code gerado pelas autoridades do governo federal. De acordo com o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), o Embarque Seguro está alinhado à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Coronavírus responsável por 13% dos golpes de phishing

Antes do pico da pandemia, o coronavírus já era responsável por 13% de todos os golpes de phishing em todo o mundo, segundo um relatório da Positive Technologies*. Desses ataques, 44% visavam indivíduos e cerca de 20% tentavam enganar órgãos governamentais. Muitos Cavalos de Troia foram distribuídos como se fossem informações oficiais sobre a pandemia e a produção de vacinas.

Com relação às empresas, 34% dos ataques usavam ransomwares, que agora estão chantageando as pessoas que não pagarem o resgate por seus arquivos e publicando dados roubados.


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* Original em inglês.

Fonte: Blog Avast

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