Como escolher uma babá eletrônica

Como tecnólogo que teve um filho recentemente, precisei comprar uma babá eletrônica para o meu recém nascido. Esse é o primeiro dispositivo tecnológico de cuidados com o bebê que os pais costumam comprar. Ele serve a diversos propósitos importantes, como manter os olhos na criança enquanto tocamos a vida.

Na verdade, babás eletrônicas nos ajudam de diversas formas. Elas são ferramentas úteis para ensinar os bebês a se acalmarem, podem aliviar nossos níveis de ansiedade ao permitir que observemos nossos filhos sempre que desejarmos e elas mostram instantaneamente qualquer som ou movimento no quarto do bebê. Esses são benefícios importantíssimos, principalmente para pais recentes que não conseguem dormir direito.

A enorme variedade de babás eletrônicas no mercado é impressionante. Os dispositivos são ofertados em todos os formatos, tamanhos e preços. Com tantos monitores diferentes e com uma imensa variedade de funcionalidades à disposição, fica difícil saber por onde começar.

Eu sabia que existiam basicamente dois tipos de babás eletrônicas: as “dedicadas” e as que tinham “Wi-Fi”. Mas qual é a melhor escolha para a minha família? Assim, decidi explorar o que o mercado tem a oferecer.

Babás eletrônicas dedicadas

Esse tipo de monitor é o mais comum. A unidade satélite é colocada no berço e a unidade principal normalmente fica no quarto dos pais. Funcionalidades específicas mudam conforme a marca, mas as funções principais continuam a mesma: o satélite observa o bebê e os pais podem monitorar a criança a partir da unidade principal. Normalmente a unidade principal é portátil, permitindo que os pais a carreguem pela casa enquanto observam e escutam o bebê. O dispositivo conta com apenas uma câmera e um sistema fechado de comunicação. É por isso que ele se chama monitor “dedicado”.

Seu funcionamento é como o tradicional walk-talkie, mas com uma câmera integrada. Você pode encontrar babás eletrônicas dedicadas que alcançam somente 15 metros e outras que chegam a até 1,5 mil metros. Algumas usam ondas de rádio, outras Bluetooth e algumas transmitem seu sinal em diferentes frequências, conhecidas pela sigla em inglês, FHSS (Frequência de Salto de Espectro de Propagação, em tradução livre). Mesmo que esses sejam sistemas fechados, eles podem ser invadidos caso um hacker esteja fisicamente próximo o bastante para interceptar o sinal. A probabilidade de que isso aconteça é baixa. Além disso, invadir um aparelho desses é mais difícil do que hackear uma babá eletrônica com sinal Wi-Fi.

Babás eletrônicas com Wi-Fi

Esse tipo de monitor precisa de uma conexão com a internet para o dispositivo com câmera e um aplicativo compatível, que é executado em um smartphone ou computador. Novamente, a unidade satélite fica no berço e seu(s) par(es) nos smartphones dos pais. Babás eletrônicas com Wi-Fi oferecem a conveniência para que os pais chequem seus filhos em qualquer lugar: dentro de casa, do outro lado da cidade ou até mesmo em outro país. Tudo o que precisam é de uma conexão Wi-Fi nas duas pontas.

Monitores com Wi-Fi estão se tornando cada vez mais comuns. Seus preços ficaram mais acessíveis, já que a maioria dos consumidores perceberam que os aplicativos de smartphones podem oferecer uma variedade mais ampla de funções do que as babás dedicadas. Agora é possível ver e ouvir os bebês de qualquer lugar, desde que se tenha uma conexão de internet. Mas esse nível de conveniência vem ao custo da privacidade e segurança, já que esses dispositivos estão sempre “ligados” e conectados à internet. Cibercriminosos podem usar sites como o Shodan para buscar por dispositivos vulneráveis e sem correção para efetuar um ataque.

O veredito

Colocando na balança as vulnerabilidades em potencial de cada tipo de babá eletrônica, decidi ir contra o monitor com Wi-Fi. Lembrei de inúmeras notícias que surgiram no ano passado sobre a invasão de webcams das marcas Nest* e Ring*. Mesmo sabendo que ambas as empresas oferecem uma camada de proteção, não me senti confortável com a ideia do meu vídeo ser entregue pela internet. Para mim, segurança e privacidade são mais importantes do que a conveniência de acessar o vídeo em qualquer lugar do mundo. Então escolhi uma babá eletrônica dedicada.

Mas eu sei que em alguns casos a conveniência de checar o bebê de qualquer lugar é essencial para os pais. Se um monitor com Wi-Fi é melhor para você, leve em conta as dicas a seguir quando for escolher o aparelho ideal para a sua família:

  • Compre seu dispositivo de um fabricante de boa reputação e certifique-se de que irá receber atualizações de segurança. Busque por atualizações assim que você acabar de montar o dispositivo e conectá-lo à internet.
  • Defina uma senha complexa e forte para a babá eletrônica. Evite usar o nome de usuário e a senha padrão oferecidos pelo dispositivo. Se um monitor oferecer autenticação de dois fatores, ative-a.
  • Evite dispositivos que não oferecem diferentes níveis de criptografia. Na medida em que o dispositivo transmite dados pela internet, a conexão com a infraestrutura de nuvem do fabricante pode não ser protegida, o que pode ser uma brecha para ataques do tipo man-in-the-middle. Assim, procure por dispositivos que ofereçam pelo menos uma criptografia SSL/TLS.

Todos os moradores da casa devem priorizar suas necessidades particulares e não há uma solução padrão que sirva a todos. No meu caso, não achei que precisava de todos os alarmes e funções oferecidos por uma babá eletrônica com Wi-Fi. Para mim, os riscos dessa situação não compensam os benefícios.

Mas sei muito bem que, na medida em que meu filho for crescendo, nossas necessidades vão mudar. Em um futuro não tão distante, vou mergulhar no mundo das nanny cams, tablets e relógios inteligentes para crianças, além de smartphones, claro.

Essa tecnologia toda ajuda os pais a ficarem de olho em seus filhos, e são todas importantes. Mas por hora, sou grato por ter que me preocupar somente com o primeiro estágio: uma babá eletrônica que vai me ajudar a ensinar meu filho a dormir sozinho.

Fonte: Blog Avast

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